Transtorno de Personalidade Borderline

Sentir tudo com intensidade demais não é frescura. E tem tratamento.

Se as suas emoções parecem grandes demais, se os relacionamentos viram montanha-russa e se o medo de ser abandonada(o) dita suas escolhas, você pode estar convivendo com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). A boa notícia: existe um tratamento considerado padrão-ouro, a DBT, e ele é a minha especialidade.

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Psicóloga Mara Jordana, especialista em DBT e Transtorno de Personalidade Borderline

"Pessoas com TPB são como pacientes com queimaduras de terceiro grau nas emoções: sem a pele emocional, até o menor toque pode causar uma dor imensa." (Marsha Linehan, criadora da DBT)

Sinais do TPB

Você se identifica com algumas dessas experiências?

Toque nos itens que fazem parte da sua vida. Isso não é um teste diagnóstico; é um convite para você se enxergar com mais clareza.

Medo intenso de ser abandonada(o), mesmo sem motivo aparente
Relacionamentos intensos e instáveis: a pessoa é perfeita hoje, insuportável amanhã
Mudanças bruscas de humor ao longo do mesmo dia
Explosões de raiva difíceis de controlar, seguidas de culpa
Sensação crônica de vazio, como se faltasse algo por dentro
Impulsividade que machuca: gastos, comida, álcool, decisões precipitadas
Não saber direito quem você é; sua identidade muda conforme quem está por perto
Comportamentos de risco ou autolesão nos momentos de dor insuportável
Importante: identificar-se com esses sinais não significa ter o diagnóstico. O TPB só pode ser diagnosticado por um profissional, em uma avaliação cuidadosa. Mas se vários itens descrevem a sua vida, vale a pena conversar. Me chame no WhatsApp.
Entenda

O que é o Transtorno de Personalidade Borderline?

O TPB é uma condição de saúde mental marcada pela desregulação emocional: as emoções são sentidas com mais intensidade, disparam com mais facilidade e demoram mais para passar. Não é falta de força de vontade, não é "drama" e não é um defeito de caráter; é um padrão que se forma na combinação entre uma sensibilidade emocional natural e ambientes que não souberam acolher e validar essa sensibilidade.

Quem vive com TPB costuma ouvir a vida inteira que "exagera", que "sente demais", que "precisa se controlar". Esse acúmulo de invalidação aumenta a dor e o isolamento. Por isso, o primeiro passo do tratamento é justamente o oposto: compreender que as suas emoções fazem sentido, e então aprender, passo a passo, habilidades para vivê-las sem ser destruída(o) por elas.

O TPB é mais comum do que se imagina e, ao contrário do estigma que o cerca, responde muito bem ao tratamento adequado. Pessoas com TPB constroem relacionamentos estáveis, carreiras e vidas que valem a pena ser vividas. O caminho existe e tem nome.

O tratamento

DBT: a terapia criada especialmente para o TPB

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) foi desenvolvida pela psicóloga Marsha Linehan e é reconhecida mundialmente como o tratamento padrão-ouro para o Transtorno de Personalidade Borderline, com décadas de pesquisas comprovando sua eficácia. Em vez de apenas conversar sobre os problemas, a DBT ensina habilidades concretas, organizadas em quatro módulos:

1

Mindfulness

Aprender a observar o momento presente e as próprias emoções sem ser arrastada(o) por elas. É a base de todas as outras habilidades.

2

Tolerância ao mal-estar

Estratégias para atravessar as crises e os momentos de dor intensa sem recorrer a comportamentos que pioram tudo depois.

3

Regulação emocional

Entender como as emoções funcionam, reduzir a vulnerabilidade a elas e mudar emoções indesejadas quando possível.

4

Efetividade interpessoal

Pedir o que precisa, dizer não e manter relacionamentos saudáveis sem abrir mão do respeito próprio.

aceitaçãomudança
A dialética que dá nome à terapia: você é aceita(o) exatamente como está hoje, enquanto construímos, juntas(os), a mudança que você deseja.
Dúvidas frequentes

Perguntas comuns sobre TPB e DBT

O termo mais adequado é remissão: com o tratamento certo, a maioria das pessoas deixa de preencher os critérios do diagnóstico ao longo do tempo. As pesquisas com DBT mostram redução expressiva das crises, dos comportamentos impulsivos e do sofrimento, com ganhos que se mantêm. O TPB não é uma sentença.

Somente uma avaliação com profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico. Listas de sintomas na internet servem como ponto de partida para buscar ajuda, nunca como conclusão. Na primeira consulta, escuto sua história com cuidado e, se necessário, conduzimos uma avaliação estruturada.

Sim. As habilidades da DBT podem ser ensinadas e praticadas tanto presencialmente quanto on-line, e estudos recentes confirmam bons resultados no formato remoto. Escolhemos juntas(os) a modalidade que funciona melhor para a sua rotina.

Ajuda, e muito. Conviver com alguém em intenso sofrimento emocional também desgasta, e entender o transtorno transforma a relação. Familiares podem buscar orientação para aprender a validar, comunicar-se melhor e cuidar de si no processo.

Varia de pessoa para pessoa. A DBT é estruturada e organizada por etapas, com objetivos claros desde o início. No primeiro contato conversamos sobre o seu momento e desenhamos um plano realista, sem promessas mágicas e sem prolongar o que não precisa ser prolongado.

Agendamento

Você não precisa continuar sobrevivendo às suas emoções

Sou a Psicóloga Mara Jordana (CRP 05/80641), especialista em DBT. Me chame no WhatsApp para tirar dúvidas, conhecer valores e dar o primeiro passo. Será um prazer caminhar com você.

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